
Segundo dia.
Começamos uma nova escultura com a seguinte proposta: a força de crescimento também viria do centro, porém desta vez com uma leve tendência a verticalidade. A forma seria semelhante ao do ovo.
Na realização da esfera, trabalhamos o tempo todo com a argila nas mãos. A partir de agora deveríamos fazer uma esfera bem pequena e de forma descompromissada, e colocá-la sobre o cubo de madeira (grande ajuda ergonômica para os mais altos). A partir daí começamos a adicionar pedaços de cima para baixo e de baixo para cima com rapidez, utilizando a ponta do dedo indicador. Uma vivência muito interessante, já que, desta forma, pouco tempo se tinha para perder com questões puramente estéticas.
O importante desta etapa era não perder a referência da esfera que fizemos no dia anterior, já que ela deveria “estar dentro” desta nova peça, pulsando e trazendo o crescimento acima descrito.
O que não foi dito no post anterior foi o fato de trabalharmos o tempo todo de pé em frente à bancada. Isso, segundo a Goudy, nos faz mais presentes, ativos diante da argila. Não podemos assumir uma posição de passividade. Melhor seria uma bancada individual, um cavalete que nos possibilitasse andar ao redor. Fiz isso em sala e realmente é diferente. Girar a peça não é a mesma coisa do que girar em torno dela.
IMPRESSÃO: Foi muito calmante a forma como fui adicionando a argila. Eu, muito crítico e preso às questões da aparência, pude sentir no movimento mais gestual, assim como as pincelas dos mestres impressionistas, um ar de libertação.
“O pintor que espera captar um aspecto característico não dispõe de tempo para misturar e combinar suas cores, muito menos para aplicá-las em camadas sobre uma base castanha, como tinham feito os velhos mestres. Ele tem que fixá-las imediatamente na sua tela, em pinceladas rápidas, cuidando menos dos detalhes e mais do efeito geral produzido pelo todo”, dizia Monet, sobre a técnica impressionista.
Começamos uma nova escultura com a seguinte proposta: a força de crescimento também viria do centro, porém desta vez com uma leve tendência a verticalidade. A forma seria semelhante ao do ovo.
Na realização da esfera, trabalhamos o tempo todo com a argila nas mãos. A partir de agora deveríamos fazer uma esfera bem pequena e de forma descompromissada, e colocá-la sobre o cubo de madeira (grande ajuda ergonômica para os mais altos). A partir daí começamos a adicionar pedaços de cima para baixo e de baixo para cima com rapidez, utilizando a ponta do dedo indicador. Uma vivência muito interessante, já que, desta forma, pouco tempo se tinha para perder com questões puramente estéticas.
O importante desta etapa era não perder a referência da esfera que fizemos no dia anterior, já que ela deveria “estar dentro” desta nova peça, pulsando e trazendo o crescimento acima descrito.
O que não foi dito no post anterior foi o fato de trabalharmos o tempo todo de pé em frente à bancada. Isso, segundo a Goudy, nos faz mais presentes, ativos diante da argila. Não podemos assumir uma posição de passividade. Melhor seria uma bancada individual, um cavalete que nos possibilitasse andar ao redor. Fiz isso em sala e realmente é diferente. Girar a peça não é a mesma coisa do que girar em torno dela.
IMPRESSÃO: Foi muito calmante a forma como fui adicionando a argila. Eu, muito crítico e preso às questões da aparência, pude sentir no movimento mais gestual, assim como as pincelas dos mestres impressionistas, um ar de libertação.
“O pintor que espera captar um aspecto característico não dispõe de tempo para misturar e combinar suas cores, muito menos para aplicá-las em camadas sobre uma base castanha, como tinham feito os velhos mestres. Ele tem que fixá-las imediatamente na sua tela, em pinceladas rápidas, cuidando menos dos detalhes e mais do efeito geral produzido pelo todo”, dizia Monet, sobre a técnica impressionista.
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