terça-feira, 30 de setembro de 2008

Steiner ou Hitler?

Vigésimo segundo dia

Minha peça está horrível. Sim, estou sendo crítico e analisando baseado em fatores estéticos. Ela começou errado, foi corrigida enumeras vezes de maneira errada e agora todo e qualquer sentimento que possa ter por ela de nada podem ser tidos bons. Nem ao menos são neutros, indiferentes. São ruins, frios. Me consomem, levam a minha calma e equilíbrio para bem longe. Se o meu EU só se faz presente quando trabalho de maneira concentrada, atuando sobre ela, então, por favor, alguém ai me ajude a encontrar me EU. Onde fica o achados e perdidos? Na ABMA? Clínica Tobias?

Nada disso é por mal, falta de vontade ou muito menos interesse. Simplesmente fui esmagado e, por vezes, vencido por este pequeno objeto inanimado. Estou antipático, distante dela. Hoje, assim como em outros dias, quero terminá-la, vencer este desafio. Mas acho que seria melhor que fosse por osmose, aparar as arestas por outras forças. Da mente, igual Uri Geller com as colheres? Controle remoto, um click de um mouse? Ou, quem sabe, não seria melhor chamar Rudolf Steiner? Ou Adolf Hitler, para exterminar meus fantasmas. No forno, no paredão ou na câmara de gás, não me importo. Contanto que todos caiam.
IMPRESSÃO: nenhuma.

Sentir gosto? Ah, não!

Vigésimo primeiro dia


Hoje não chamei a Goudy. Não mostrei o que modifiquei. Não quis ouvir que faltava isso ou aquilo, que a face X estava me levando para Y e não ao centro. Não sei para onde estou sendo levado, não sinto minhas mãos serem pegas para um passeio. Devo ir para a direita? Ok. Para a esquerda? Então tá.

Tem dias que minha relação com a peça não é das melhores. Sinto total antipatia. Quero terminá-la, preciso vencer, ao mesmo tempo que quero vê-la longe, tão distante quanto uma recordação da infância. Uma vaga lembrança. Mas venho aprendendo muito. Ter chegado até aqui foi penoso, difícil, mas uma vitória pela persistência e poder de resistir às pressões/dificuldades. É como se eu fosse o tal centro, sofrendo impulsos de todos os lados, sendo esmagado. Tenho meu lugar, não cederei espaço, ampliarei o que já tenho. Não vou recuar.

Uma outra coisa que noto com clareza é que não consigo ficar muito tempo em uma só face. Sempre que arrasto massa para a do lado, pronto, lá vou eu deixar tudo lisinho. Não com relação à textura, mas com o acumulo de argila. Quando vejo já perdi foco na face anterior, a peça já girou e, com isso, fico mexendo em tudo por ad eternum. Até por ainda não ver, ouvir e sentir o que a escultura está pedindo.

No começo da aula a Goudy nos falou um pouco sobre como seria a fisionomia de uma pessoa séria, muito inteligente e senhor de si. Alguém frio, retraído, que não se importaria de o mundo acabar. Falou-se da figura/personagem/pessoa de Ahrimam, o qual ainda desconheço em detalhes. Depois ela abriu a caixa que tinha sobre a banqueta e tirou uma escultura feita por Steiner de Ahrimam. Segundo ouvi, ele criou isto a partir de um encontro espiritual com tal entidade. Fiquei impressionado!

A Renata falou que refez o último passo do nosso trabalho em casa e que tinha ficado exatamente da mesmo forma como havia feito em classe. A Goudy explicou que isso se deve ao fato de que foi apenas refeito o exercício, fez o b-a-ba, o passo a passo. Ainda não existiu a expressão da artista.

Mas foi agora que enlouqueci. A Cacau afirmou ter notado uma maior salivação durante uma das atividades. A Goudy disse para prestarmos atenção em que gosto tem, se é salgado ou doce... Ouvi da Renata que tinha gosto amargo, lembrando alcachofra. Meu Deus, o que é isso? Tenho que ouvir, ver e sentir o que a argila está me dizendo... e agora sentir o gosto? Que tal gosto de terra? Deve ser coisa de mulher com muito hormônio sem ter o que fazer. Desgovernados.

IMPRESSÃO: pobre de mim. Achei que já estava imerso em dúvidas e questões mil. Sabe aquela sensação que temos quando, ao determinarmos uma meta, um ponto final em uma estrada longa e reta, na medida em que vamos progredindo temos a impressão de que estamos chegando, e a cada minuto percebemos que estávamos enganados? Que é bem mais longe? Pois é.

Igual Moisés

Vigésimo dia


Com o pensamento no décimo oitavo dia (não pude vir na aula passada), comecei a corrigir os erros com relação aos ângulos das faces de acordo com o centro. Na medida em que fui trabalhando, notei que uma das faces havia perdido seu impulso contrário, impulso este que auxiliou para que ela própria fosse formada. Neste momento quase fui embora. Um calor tomou conta do meu peito, de fleumático passei a colérico (mesmo que isso não seja possível segundo os livros, já que este poderia ter influências do melancólico ou do sanguineo, nunca do colérico), quis adicionar mais um impulso à peça... com a sola do meu tênis Nike, tendo o chão como força oposta. Desisti, dava muito trabalho.

A Goudy disse para não me importar com isso, e sim com a conexão com o centro. Porém deixou claro que as faces deveriam, todas elas, terem uma força contrária aparente. Falou que a maioria da classe estava com o mesmo problema.

Em uma das vezes que obtive ajuda, pude criar um imagem bem legal. Na peça, uma vez que se muda uma face todas as outras serão afetadas. E cá entre nós, que saco isso. Mas enfim... ai percebi que isso acontece também com nós, seres humanos. Nós temos faces, jeitos, pensamentos e atitudes que, uma vez modificados, alteram todo o resto. Para o bem ou para o mal.

IMPRESSÕES: não sei, mas acho que hoje foi um divisor de águas. Acredito que poderei progredir mais, mesmo sabendo que momentos de fúria poderão surgir.

Os dias passam...

Décimo oitavo dia

Hoje cheguei tarde. Não fiz euritmia, peguei a aula de desenho de forma começada e, talvez por isso, demorei para me concentrar na de escultura.

Ao tirar o plástico e rever a peça pensei: “onde foi mesmo que eu parei? Onde precisava arrumar?”. A resposta foi um sonoro “sei lá”. O fato é que estou sofrendo para concluir. Por várias vezes tive o impulso de ir embora, largar tudo. Hoje principalmente, talvez por já estar há muito tempo fazendo. E todo o desespero e certa angustia deve-se ao não entendimento, a não visualização dos impulsos. Sem falar em não ouvir o que a peça está dizendo...

Me esforço para ficar calmo, trabalhar de forma tranqüila, mas não está fácil. Os dias passam e continuo sem saber o que fazer.

A Goudy fez novas correções, e o que é estranho é que até que fiquei feliz com o que ouvi. Não dá para dizer que “vi a luz”, mas acho que entendi uma parte do que ela me disse. Algo a ver com o centro. Eu estava buscando-o, mas de forma errada. Afundava o meio da face sem me ater ao fato de que toda ela estava em angulação errada.

Uma ou duas pessoas passaram para a próxima etapa, não da forma que a Cinthia vem fazendo, pois ao que me parece ela está um passo a frente de todos. Não só com relação ao entendimento do exercício como também com o tempo de execução. Não sei se ela realmente vê o que é para ser visto ou se chega ao final por outros meios, tipo sem querer. Duvido, já que não é a primeira vez que finaliza um trabalho de forma relâmpago. É difícil entender como uns captam as coisas tão rápido. Isso mexe muito comigo, não por querer mal aos outros, mas por querer estar em pé de igualdade com os melhores. Me cobro muito., sou meu próprio obsessor.

IMPRESSÂO: começar uma etapa e não terminá-la no mesmo dia não está sendo bom para mim, uma vez que, na ausência do entendimento pleno do que estou fazendo, me perco de onde parto e para onde estou indo. Me esqueço.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ir ou não ir, eis a questão

Décimo sétimo dia

Mesma peça, mesmos erros e dificuldades. Ainda não vejo os impulsos, sequer consigo determinar se cada face está realmente em conexão com o centro e se a leve concavidade está “na medida” ou não.

Mais uma vez a Goudy me alertou quanto ao fato deste exercício não ter partes redondas, calorosas. Parece que esta é uma tendência que tenho, voltar às formas arredondadas. Ora, segunda ela mesma disse em um outro dia, estas formas são mais fáceis e confortáveis de serem conquistadas pelas mulheres, por serem sonhadoras, se deixarem levar pelos pensamentos. As formas mais geométricas estariam mais para os homens, planos definidos, retos. Então, por que eu, homem, volto ao redondo? Seria meu lado feminino se expressando mais forte? Ai, se meu pai sabe disso... Brincadeiras a parte, o que isso significa? Idéia não faço, mas não gostei nem um pouco, de novo, por não ter sentido que avancei. Tanto em relação à modelagem quanto ao entendimento do exercício.

Antes de sair de casa pensei em não ir à aula, em “fugir” deste confronto, até agora desigual. Mike Tyson contra um adolescente franzino. Mas não, eu fui para enfrentá-lo cara-a-cara. Serei Evander Holifield e, com ou sem mordida na orelha, vencerei no final.

IMPRESSÕES: não sei, acho que preciso gritar. Com licença: aaaaaaahhhhhhhh!!!!!! Obrigado.

Magic touch

Décimo quinto dia

A Goudy passou no início da aula e logo me deu orientações de como corrigir determinados erros. Eu uni duas forças de forma a serem uma. E isso não pode.

È muito mágico a forma como ela usa as mãos. Como as faces precisam ser côncavas, utiliza o dedão para bater de forma leve e constante, variando o local da batida. Os outros dedos ela usa quando quer um outro tipo de expressão.

Quando me vi sozinho de novo, olhei para peça com desanimo. As alterações pedidas alterariam toda a peça, e certamente seria para melhor. Tudo o que foi dito dei total razão, apesar de não ter entendido quase nada. Foi como se eu tivesse visto com outros olhos o que estava sendo mostrado, e isso confrontava sobremaneira com o olhar da carne, crítico e minucioso. O duro é que sempre este último sai vencedor. O palpável e visível sempre é mais crível nos dias de hoje, mesmo para alguém com fortes ligações espirituais como eu.

Uma das coisas que estavam erradas era a perda de conexão com o centro. E ainda precisava melhorar a passagem de uma face para outra, fator de suma importância para a próxima etapa. Que só a Cinthia começou. Mas isso falarei depois.

Sobre o fato de minhas peças tenderem a ter uma base grande/pesada, ouvi que pode ser pela relação espacial que tenho sobre ela. Sendo a bancada baixa, olho de cima, perdendo um pouco a visão total. Por isso deve-se afastar vez ou outra para um olhar mais completo. E ainda pode ser uma característica minha, não sendo bom nem ruim.

E por último, ouvimos que “nós trabalhamos com o mundo abstrato. Buscamos significados por trás da forma”. Ver o quinto verso que ela nos passou, de Rudolf Steiner.

Quando se trabalha na argila de maneira concentrada, pensando na relação periferia-centro, a presença do Eu acontece. Esta entrada em direção ao centro da peça também acontece dentro de nós. Ao se ficar apenas na periferia não se ativa a presença do EU.

IMPRESSÕES: um ditado popular diz: “quem procura acha”. Um outro, agora zen, discorda dizendo: “quem procura não consegue encontrar”. Não tenho dúvidas sobre qual deles me baseio. E qual deveria seguir.

Onde você está?

Décimo quarto dia

Mais uma vez a Cinthia terminou antes de todos. Porém agora pude ver o porque, já que o trabalho estava, além de bonito, adequado às orientações recebidas. É incrível como ela resolve rápido as questões colocadas e, aparentemente, sem traumas. Será que ela já teve sua luz acesa? Ainda estou a procura do interruptor.

IMPRESSÕES: eu me cobro muito...

Opa, enfim um dia calmo!

Décimo terceiro dia

Demos continuidade ao trabalho. No decorrer, percebi que ainda precisava de mais um impulso, e que este deveria vir de baixo, na diagonal, encontrando seu oposto na parte superior.

Sem grandes questões no momento.

IMPRESSÕES: não percebi que faltava mais este impulso porque "ouvi o pedido da peça", mas por questões estéticas. Não sei se fiz bem, ainda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Linhas que unem e dividem

Décimo segundo dia

Para os que finalizaram esta etapa, foi orientado a pressionar a peça mais uma vez com as palmas das mãos em direção ao centro. Não foi dito o número exato de impulsos exteriores. Neste passo era importante retirar a peça do cubo para se ter livre acesso às regiões mais baixas e, conseqüentemente, conseguir também interferências na parte de cima (divido à “lei dos opostos”). Após este processo, deveríamos deixar as faces levemente côncavas. Ou seja, o centro desta superfície deve, ao final, ficar mais afundada como que apontando para a região central da futura escultura. A passagem de uma para outra tem que ficar bem definida, devendo existir uma abertura/ligação entre elas. Isto trará à escultura sinais de que está inacabada, de que ainda existem possibilidades a serem exploradas.

IMPRESSÃO: até aqui tudo bem. Amassei como achei que deveria e onde quis. Não tive preocupação estética neste momento, atitude que me esforço por seguir.

Feel the pain

Décimo primeiro dia

Fizemos uma esfera muita rapidamente. O tamanho ficou em torno de 15 cm, mais ou menos, sendo preciso ficar um pouco maior do que nossas mãos em conchas.

O vivência proposta agora consistia em forças externas agindo sobre o centro, amassando, pressionando.

De braços estendidos, pressionamos a esfera com as mãos espalmadas, tendo atenção para que ambas estivesses de lados opostos e mirando o centro. Repetimos isso várias vezes e, poucos segundo depois, a forma deixou de ser uma esfera para se tornar algo próximo a um quadrado, porém de lados nem sempre de medidas iguais.

Foi incrível notar a dor dentro dos braços, dos músculos e ossos. Um leve formigamento foi sentido em ambos os braços e peitoral, seguido de uma dormência chata que só veio comprovar meu atual sedentarismo. Porém não acredito que os mais exercitados não teriam semelhantes sensações, uma vez que não se tratava de um simples exercício de forma, mas de levar às partes envolvidas a real noção de esmagamento, de encolhimento.

Depois, com os dedos, começamos a ajustar as formas criadas. Mais uma vez não gostei do resultado. Tive que refazer, pois não tinha entendido exatamente o que fazer.

Logo em seguida começamos mais uma etapa. No cubo de madeira, fomos adicionando pedaços pequenos, desta vez com a intenção de sempre oferecer uma pressão oposta. Enquanto um dedo adicionava massa na esquerda, a outra mão pressionava pela direita, ambas em direção ao centro. A força não deveria ser grande a ponto de furar a argila, apenas de uma forma com que a massa fosse sendo “compactada” às demais.

Mais uma vez foi muito difícil não olhar para os lados. Vi o que a Cinthia estava fazendo e fiquei com a impressão de que estava muito parecido com o que ela fez no passo anterior (expansão/ovo). Ora, expansão e contração não poderiam resultar em formas tão semelhantes, pensei. Depois de ambas as peças estarem sobre a mesa para que analisássemos e chegássemos a uma conclusão, viu-se que, de fato, estavam diferentes. Em relação à forma, apenas um pouco. O passo anterior estava levemente mais arredondado, mas ambos do mesmo tamanho. O que estava diferente pôde ser percebido através do toque, de olhos fechados. Dizer que “vi” esta diferença seria pouco honesto. Realmente não vi com clareza, mas depois, quando fui embora e me afastei um pouco de tudo, pude recordar o contato que minhas mãos buscaram, deixei- me levar sem nenhum pré-julgamento e, a muito custo, me entreguei. À que exatamente eu não sei, mas me entreguei. Talvez um pouco à visão de muitos na sala, talvez à total cegueira a que por vezes me sinto mergulhado.

IMPRESSÃO: Todo o processo foi muito gostoso. Fui adicionando argila com calma, fazendo força com a parte interna dos dedos (onde as falanges se reconhecem), tanto que, ao final, senti uma pequena dor.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O que dizer...?

Décimo dia


Último dia para terminar esta escultura. De todos, só a Cinthia terminou.

Como já foi dito, esta peça partiu da anterior, ou seja, os acordares de lá passariam a ser impulsos mais fortes aqui. Fui orientado por onde deveria recomeçar, o que e onde fazer. De que forma deveria realçar mais o grande impulso e trazer tensão para todas as passagens.

Não pude evitar de olhar para o trabalho da Cinthia, pois estava à minha frente. Pude ver que está totalmente diferente da minha. Sim, não precisa ser igual, mas a peça dela não tinha um abaulado que a Goudy disse que faltava na minha. Por que? Sei lá, não entendi.

Ao final, colocamos as 4 etapas (esfera, ovo, ovo com acordares e com os impulsos mais fortes) sobre a bancada para uma breve observação. Os trabalhos da Renata e da Cinthia foram escolhidos para uma futura exposição no final do ano. Não fiquei bem com isso, não. Sem dúvida estes foram os melhores trabalhos, mas realmente não gostei. Não por não ter sido escolhido (não merecia de forma alguma), mas por não ter entendido/visto as questões apontadas. Além de não ter gostado do resultado final.

Ainda ouvimos que os trabalhos em argila mexem com forças formativas, com o corpo etérico, e justamente por isso que mulheres gestantes não podem fazer, já que precisam utilizar o corpo citado para formar o bebê.

IMPRESSÕES: nem sei o que dizer.

Olhos dispersos

Nono dia


Ainda trabalhando na peça. A Goudy passou e me deu algumas orientações, principalmente com relação a forma como um dos impulsos cresceu, e por ser bastante forte precisava compensar isto adicionando mais massa a outras regiões.

É incrível como todas as minhas peças têm a base grande, pesada. Levantei-a para tentar diminuir, mas não mudou muito, não.

IMPRESSÃO: É muito difícil se concentrar apenas no próprio trabalho com tantos outros sendo produzidos ao redor. E o que é pior, não ser influenciado pelo que vê. A todo instante me pegava pensando “é assim ou do jeito que ela está fazendo?”. Claro que não existe forma pré definida, certo ou errado, mas só mesmo estando vendado para ficar imune a tudo isso.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Conversas desencontradas

Oitavo dia.

Mais alguns ajustes na peça foram feitos para deixá-la mais harmônica. Os impulsos precisavam "conversar"com o centro, demonstrando fazer parte de um todo e não algo posto de qualquer forma ali.

Um novo trabalho foi iniciado. O que até então eram pequenos despertares, agora deveriam ser mais visiveis, se mostram com mais clareza. Como "regra", estes impulsos deveríam ser nos mesmo lugares do que na peça anterior (que deveria estar a nossa frente servindo como referência) e um destes movimentos deveria ser mais enfatizado. Traria maior qualidade estética.

IMPRESSÃO: devo dizer que gostei do resultado final da peça terminada. Acho que ficou dentro do esperado, não perfeito, mas adequado à proposta. Quanto à nova, bom, acho melhor esperar para ver o que vai dar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Quinto verso

Na aula de desenho de formas

“Eu ordeno
o caos do fluxo da volição
através da luz-sabedoria
do pensar

Eu dissolvo
O estarrecimento da morte do
Pensamento
Através do amor-calor
Do querer

Assim atuo eu
Concentrando e dissolvendo
No sentido do universo”.

Rudolf Kutzli

Quarto verso

Na aula de escultura:

“O que é real não é a forma externa mas sim a essência das coisas.
Iniciando com esta verdade é impossível que qualquer um possa expressar algo essencialmente verdadeiro ao imitar a superfície externa”

C. Brancusi
( segundo a prof.a Goudy, este foi o fundador da escultura moderna)