terça-feira, 30 de setembro de 2008

Os dias passam...

Décimo oitavo dia

Hoje cheguei tarde. Não fiz euritmia, peguei a aula de desenho de forma começada e, talvez por isso, demorei para me concentrar na de escultura.

Ao tirar o plástico e rever a peça pensei: “onde foi mesmo que eu parei? Onde precisava arrumar?”. A resposta foi um sonoro “sei lá”. O fato é que estou sofrendo para concluir. Por várias vezes tive o impulso de ir embora, largar tudo. Hoje principalmente, talvez por já estar há muito tempo fazendo. E todo o desespero e certa angustia deve-se ao não entendimento, a não visualização dos impulsos. Sem falar em não ouvir o que a peça está dizendo...

Me esforço para ficar calmo, trabalhar de forma tranqüila, mas não está fácil. Os dias passam e continuo sem saber o que fazer.

A Goudy fez novas correções, e o que é estranho é que até que fiquei feliz com o que ouvi. Não dá para dizer que “vi a luz”, mas acho que entendi uma parte do que ela me disse. Algo a ver com o centro. Eu estava buscando-o, mas de forma errada. Afundava o meio da face sem me ater ao fato de que toda ela estava em angulação errada.

Uma ou duas pessoas passaram para a próxima etapa, não da forma que a Cinthia vem fazendo, pois ao que me parece ela está um passo a frente de todos. Não só com relação ao entendimento do exercício como também com o tempo de execução. Não sei se ela realmente vê o que é para ser visto ou se chega ao final por outros meios, tipo sem querer. Duvido, já que não é a primeira vez que finaliza um trabalho de forma relâmpago. É difícil entender como uns captam as coisas tão rápido. Isso mexe muito comigo, não por querer mal aos outros, mas por querer estar em pé de igualdade com os melhores. Me cobro muito., sou meu próprio obsessor.

IMPRESSÂO: começar uma etapa e não terminá-la no mesmo dia não está sendo bom para mim, uma vez que, na ausência do entendimento pleno do que estou fazendo, me perco de onde parto e para onde estou indo. Me esqueço.

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