Vigésimo segundo diaMinha peça está horrível. Sim, estou sendo crítico e analisando baseado em fatores estéticos. Ela começou errado, foi corrigida enumeras vezes de maneira errada e agora todo e qualquer sentimento que possa ter por ela de nada podem ser tidos bons. Nem ao menos são neutros, indiferentes. São ruins, frios. Me consomem, levam a minha calma e equilíbrio para bem longe. Se o meu EU só se faz presente quando trabalho de maneira concentrada, atuando sobre ela, então, por favor, alguém ai me ajude a encontrar me EU. Onde fica o achados e perdidos? Na ABMA? Clínica Tobias?
Nada disso é por mal, falta de vontade ou muito menos interesse. Simplesmente fui esmagado e, por vezes, vencido por este pequeno objeto inanimado. Estou antipático, distante dela. Hoje, assim como em outros dias, quero terminá-la, vencer este desafio. Mas acho que seria melhor que fosse por osmose, aparar as arestas por outras forças. Da mente, igual Uri Geller com as colheres? Controle remoto, um click de um mouse? Ou, quem sabe, não seria melhor chamar Rudolf Steiner? Ou Adolf Hitler, para exterminar meus fantasmas. No forno, no paredão ou na câmara de gás, não me importo. Contanto que todos caiam.
IMPRESSÃO: nenhuma.
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